segunda-feira, 5 de agosto de 2013

oi, sonho.

engraçado é que eu tenho escrito só nos momentos em que me sinto bem. ou nos momentos em que acabei de sair da pior e voltei a respirar direito - nunca mais rabisquei as dores de um coração apertado, porque é quando as coisas suavizam que meus dedos coçam agora.

acho que é uma coisa boa sentir-se inteira assim. não o tempo todo, não completamente, não de forma plena (isso eu sei que nem existe). mas inteira. e são esses os momentos que, nos dias de hoje, merecem registro na folha e na memória. a gente já apanha tanto da vida, né? penso que essa coisa de escrever levezas vem com a maturidade... de tanto apanhar a gente nega à dor esse espaço todo, pra variar um pouco. ela que não venha se debruçando assim no meu sofá, que eu já to bem cansada da visita.

ou vai ver é com o I na frente - imaturidade. eu a me enganar na ilusão de que a vida é bonita. mas se eu vejo assim, então é. não é?

sem poesia nem grandes reflexões por hoje. meu quarto tá sujo, o armário tá uma bagunça e eu não faço muita ideia de como chegar aos meus objetivos nessa esse ano que já passa da metade. mas eu to nadando, sabe? às vezes contra a corrente (tão clichê, eu sei, desculpa), às vezes entregue ao balanço do mar (piorei, né?). mas sempre nadando e sempre a encontrar um milhão de liçõezinhas gostosas no caminho. me afogo, às vezes - é claro que sim. mas, como diz meu pai, água do mar quando entra pelo nariz limpa tudo. eu completo e digo que limpa a alma também.

não quero mais desafogar, não. uma hora ou outra o oxigênio preenche os pulmões outra vez e a gente cospe toda a água salgada e amarga. e é pela presença dela, posteriormente revertida em ausência, que eu tenho aprendido o quanto é bom respirar.

oi, sonho... já pode se realizar agora. to pronta pra você e não preciso mais jurar. vem me visitar? não - vem pra ficar. já expulsei a dor de casa e o sofá agora é todo seu.

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