domingo, 14 de novembro de 2010

Ela olhou pra ele e disse que, embora não compreendesse a razão, queria ficar ali. Envolta nos braços dele enquanto a lua iluminava fracamente um sorriso sem nexo, sem motivo, sem perdão. Por alguns instantes pensou em ir embora, tomada pela sensação impertinente de auto-engano e ilusão; mas ficou. Permaneceu sentada naquele frescor de início de verão, sentindo-se completa em meio à imensidão de dúvidas e lacunas em branco. E mesmo sabendo que fechar os olhos seria jogar-se de um abismo desconhecido, preferiu arriscar. Puxou o ar com força e ignorou a possibilidade da dor, tão real. Colou os lábios nos dele e disse a si mesma que estar ali lhe bastava.

Se ela em seguida chorou ou sorriu com graça, lamento não saber - é preciso que a história de fato termine pra que se saiba dela o final.

2 comentários:

Manoella disse...

Adorei o seu texto... sabe que eu tenho uns parecidos???

Que delícia morar em Londres... para fashion não há nada melhor, né???? E para o resto tb hehehe

Beijos querida e fiquei feliz que vc tenha gostado do blog!!

José María Souza Costa disse...

Belissimo texto
Passei aqui lendo. Vim lhe desejar um Tempo Agradável, Harmonioso e com Sabedoria. Nenhuma pessoa indicou-me ou chamou-me aqui. Gostei do que vi e li. Por isso, estou lhe convidando a visitar o meu blog. Muito Simplório por sinal. Mas, dinâmico e autêntico. E se possivel, seguirmos juntos por eles. Estarei lá, muito grato esperando por você. Se tiveres tuiter, e desejar, é só deixar que agente segue.
Um abraço e fique com DEUS.

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