terça-feira, 27 de julho de 2010

escreve

de todos os conselhos possíveis nesse mundo de opiniões incansáveis, o meu se resume em um apelo: escreve.

se arde, se carcome os sentidos, se impede os olhos de se fecharem mesmo no mais cruel dos cansaços. se desespera, se pedes trégua e cai tempestade, se o aguaceiro esquece de levar o que não presta como deveria, então escreve. escreve com sono, com fome, com som. escreve em silêncio, gritando, sem chão - mas escreve. traduz em palavras todo o indizível do teu coração, tão maior e mais pulsante que os sermões e discursos proferidos todos os dias nesse nosso vício de explicar o intangível.

e quando travar - como agora - não apaga. deixa que o tempo traz o sentido oculto das palavras soltas. ele sempre o faz.

2 comentários:

J.B Ribeiro disse...

como não adorar teus textos.
eles te descrevem, me descrevem, nos descrevem.
és incrível - se não acreditares em mim, acredite em ti.

infinitas palmas

beijos

Gabyh Banki disse...

mais do que um ótimo conselho. um ótimo texto, palavras que tocam, mexem, fazem uma mistura aqui dentro. muito doce, muito próprio. gosto mesmo.