domingo, 27 de junho de 2010

das coisas que eu sou




e tudo bem que são cinco horas da manhã, que eu devia estar dormindo e que só to aqui porque bebi um pouco além da conta. mas é engraçado como festas, ao contrário do que seria comum, conseguem me fazer pensar na vida e me entender melhor.

acontece que a vida não é uma aventura. eu não to aqui pra curtir o tempo todo, ultrapassar limites e desobedecer o máximo de regras possíveis. eu vim pra ser alguém, pra fazer o mundo sorrir um pouco mais, pra tocar as pessoas de alguma forma... seja com as minhas palavras ou com um sorriso, uma mão estendida.

um final de semana, uma festa em especial, enfim. ninguém é de ferro e sair da linha não é pecado - não pra mim. só que as pessoas não devem ser só isso. acontece que eu não sou só isso e não importa o quanto eu me sinta estranha, deslocada, diferente e exagerada: não posso deixar de sentir orgulho de ser quem eu sou.

já errei muito, eu sei. não sou perfeita, faço minhas merdas, tropeço bastante. mas sabe o que é? eu tenho alguma decência, alguma dignidade, alguns arrependimentos e auto-punições. e se isso parecer auto-suficiência demais, não me importo. passei muito tempo diminuindo a mim mesma, me criticando e me sentindo errada. mas se sentir errada por estar certa não é legal. e num mundo onde a inversão de valores é uma constante, quem chora e fica "de fora" é quem tem a cabeça no lugar. mas isso não me faz sentir vontade de entrar em certas ondas, de encarar certos costumes e baixar a cabeça pro que me incomoda. isso só me faz ter um impulso maior ainda de manter os pés no chão e não sentir vergonha de não ser "igual".

hoje eu me assumo. não gosto de drogas, não gosto da ideia de ter uma lista de trocentos guris que eu já beijei (e não a tenho), não gosto de gente arrogante, não gosto de pisar e nem de ser pisada. eu sei o que eu quero, eu sei quem eu sou e do que eu preciso. tenho meus defeitos, tenho minhas qualidades e acima de tudo, por mais que por vezes me esqueça disso, eu tenho meus sonhos.

então chega de ceder ao rótulo de careta, sem graça, radical ou extremista. eu não sou nada disso, porque eu respeito. e respeitar é uma arte difícil de se levar adiante, podem crer - mas é também o exercício que mais compensa no mundo inteiro.

sabe o bem e o mal dos contos de fadas? não sou a princesa nem a bruxa (até porque, cá entre nós, não tem nenhum príncipe perambulando por aí). mas pode ter certeza de uma coisa: não precisa ser perfeita, mas dá pra ser do bem. e ser do bem é algo que nada no mundo pode pagar.

ingenuidade ou não, eu sei que vou mudar o mundo de algum jeito. mesmo que seja só o meu mundo. e bem-vindos aqueles que quiserem ajudar.

let's make it better!

Escrito na madrugada de domingo, 27 de junho de 2010, às 5h27min.

4 comentários:

George Luis disse...

Respeito é a arte que exige a maior das sensibilidades.

E mudar o próprio mundo é trabalho de Hércules, mas aí é só vc lembrar que é uma artista. E artista é um certo tipo de semi-deus.

Filipinho disse...

Só passei pra dizer que "Eu li".
Bjo Isa

Natália Gonzales disse...

Tens muita razão quando afirmas esses teus pensamentos, ser do "bem", como tu dizes, é a melhor forma de viver feliz e de amar e ser amado. E não há riqueza no mundo que possa comprar isso. Só quem já agiu assim pode sentir essa sensação de liberdade que nasce dentro de quem realmente mostra do que a alma esta cheia. Ser verdade consigo é um presente que poucos conseguem ter. Um grande abraço minha querida, Nati.

Paula disse...

oi isa, amei esse teu texto, e n sei como uma pessoa consegue escreve tao bem asim as cinco da manha! tu escreve mt, aah e eu sou a guria do comentario no teu formspring. vo dexa o link do meu blog aq, nao xega nm perto do teeu né, mais como pedise e como eu adoro aprende novas coisa talves tu posa me ajuda. bjs! http://paulamendees.blogspot.com/