sábado, 25 de julho de 2009

into the wild

;filosofias baratas são legais pelo pouco preço que se paga nelas, eu acho, e ser mão fechada é mais uma das heranças familiares que me restaram em 17 anos de fugir e voltar. e eu meio que fui cansando dessa coisa estúpida que é calcular momentos. uma lágrima inesperada, ou sei lá, quem sabe até aquele choro que a gente sabia que viria mas pensava nele com outras razões, é surpreendente pela inviabilidade repentina dos motivos listados durante toda uma vida, mesmo curta.

por mais que nostálgica, a realidade de não mais sentir desespero impertinente ao terminar um filme com lição de vida forte - clichê também, why not? - pode ser reconfortante quando temos outros motivos pra levantar do sofá e transformar o choque num sorrisinho tosco de canto de boca, meio teatral. se olhar no espelho, então? inevitável. sem mais, no entanto, ver os olhos incharem e a boca se retorcer na tentativa frustrada de não mais admitir pra si o tamanho do medo que um dia se foi capaz de sentir da vida. lavar o rosto e dormir, mesmo filosofando barato, pode ser até mais bonito. e muito, mas muito menos sofrido.

porque todo mundo já foi um pouco chris, de into the wild.

mentira. eu é que já fui um pouco de tudo, sendo outra vez teatral. a novidade é conseguir se livrar desse todo pra ser, vez em quando, um pouquinho outra coisa. pra ser, vai ver vez em sempre, um pouquinho eu. e não mais fazê-lo apenas sozinha.







happyness is only real when shared

2 comentários:

Lorena Weasley* disse...

Saudades de ler tuas palavras. Eu sei que tem estado ocupada, mas vê se não some! rs

filosofias baratas são inevitáveis em momentos depresivos ou de crise de identidade...

Matheus Moreira Moraes disse...

caramba desculpa me intrometer num blog de uma desconhecida e tal, cheguei aqui pelo blog da bia, tive que entrar quando li o título do texto.

mas porra, escrever sobre into the wild é a coisa mais relaxante e desabafante que existe, ainda mais quando o texto fica bom tipo o seu ;p

parabéns