domingo, 28 de junho de 2009

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não vou mais te deixar explodir em mim assim. quando você me cobre inteira com essa urgência em ser dois em um, a amargura forjada escorrendo dos seus olhos escuros pra desaguar no mar da minha fraqueza ignorada, arde em mim o medo impertinente de jamais conseguir expulsar sua lembrança de vez. e eu quero, sabe? antes fingia querer, envolta na seda macia da esperança, bonita que só. mas puxou fio, rasgou. só espero hoje de você a feiúra de alma a qual tentei moldar, sonhadora. e nem sentada eu fico pra isso. meu sedentarismo inato inexiste quando a vida e você tentam me segurar sem razão. passo a ser capaz de correr. quem sabe até voar.


contos de junho - número 11

6 comentários:

Boo disse...

Ooooi! Não há como não elogiar... Cada palavra -inspiração sua ou não-, cada emoção, cada transpiração -como diria Bilac- sua me passa alguma coisa de novo e isso é lindo.
^^
Ps: Esperando te ver em breve.

George Luis disse...

Voa Isa! Voa!

Luiz Ricardo disse...

que lindo, Isa! =) adoro o jeito que tu descreve as coisas, ficam tão suaves, não sei.. ahah, beijão.

Carolina Pires disse...

lindo, lindo, lindo Isa!

.teka disse...

Não digo que cada dia que passa eu me surpreendo mais contigo, porque eu sei que você escreve maravilhosamente bem e que seus textos falam com as pessoas. Me surpreendo com o fato de que cada palavra sua traduz um sentimento meu, um sentimento que eu não sei explicar. Você é demais, Isa. Sério. Amei o texto. ♥

Jéssica Gehlen disse...

Eu amo me surpreender, Isa. Acho que é, justamente, por isso que são tão raras as minhas visitas por aqui.
Teu blog é lindo, tuas palavras mais ainda!

(Me dei por conta agora que sinto saudade das tuas filosofias)
Juízo guria!
Um beijo,