quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Parar o bonde

No fundo do túnel o amargo sorri. Sem luz, sem esperança, sem bondade.
O tempo passa e eu percebo que a vida, essa roda-gigante de ironias e intrigas, é fonte de riso solto mesmo com toda a estupidez dos erros e os reflexos de passados frios.

E de repente eu já quero estar, tudo de novo, naquela casa quente da cidade pequena de onde eu vim. Curtir aquele verão monótono e cheio de energias ruins, mas ao mesmo tempo tão doce que entorpece a alma só de voltar à lembrança. De repente eu quero os mesmos cheiros, lugares, cores e seres. Quero o antigo pra me livrar do novo, do contemporâneo arranhado desse existiremvelocidademáxima. De repente eu quero reescrever as velhas canções como se fossem novas.

Ter pouco a dizer é ter menos por dentro? O contrário, eu creio. E crer é sempre incerto.

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