domingo, 2 de novembro de 2008

Um gole de saudade

"É como voltar a ser criança e compreender a maravilha por trás daquele brinquedo no qual adulto nenhum decifra graça ou o que quer que seja. Te vejo assim, exposta em palavras, ouço tua voz no telefone, leio algo melancólico contigo, te ouço rir até chorar e chorar pra depois rir. Olho pra ti, olho pra mim. Olho pra ela, como a gente. Tenho medo por ti, por mim, por ela. Temo por nós e a causa sequer é a dor.Nos últimos tempos a ausência daquela gota salgada escorrendo livremente pela face tem assustado tanto, que eu sequer tenho conseguido sentir o peso de todo o intangível de sempre. Aqui dentro, e eu acredito que aí também, mora algum tipo de ser estranho, talvez monstruoso, o qual acorda quando quer sem perguntar se a hora é boa ou ruim. Ele adormeceu por um bom tempo, eu sei. Aí eu venho até aqui com os últimos resquícios desse veneno que corroe por dentro, sem esperanças - feliz ou triste? - de que ele faça arder em mim de novo tudo o que sempre ardeu e fez parte."Que as lágrimas caiam vez em quando". Vez em sempre dói demais, mas vez em nunca é tão o oposto de mim mesma que eu não suporto. Parar de me engolir foi um erro ou a escolha mais certa da minha vida? E por quê me sinto na garganta vez ou outra mesmo assim?

Quem sabe de mãos dadas os olhos vejam um pouco além do concreto sem luz."

E que falta fazes, meu Deus...

2 comentários:

Luiz Ricardo disse...

poxa que legal, tu escreve! hahah eu adorei aqui, dei uma lida por tudo, e esse ultimo mesmo eu gostei do jeito que escrevesse, todo o final, passou uma coisa leve mas ao mesmo tempo triste, nao sei! melancólica! haha muito bom, isa :) beijo!

júlia disse...

"E que falta fazes, meu Deus..."

acho que nao preciso te dizer nada. mesmo porque nao conseguiria traduzir o aperto no peito e as mil lagrimas em palavras. nunca consegui certo? hahaha

TE AMO TAAAAAAAAAAAAAANTO AMIGA.