domingo, 8 de junho de 2008

No rodapé de Caio (ou Avulsos de Junho)

"Me engolem essas doses de melancolia agridoce que eu sorvo com o fervor de um ser sedento de água em Marte. Minha constante inconstância me assusta a cada amanhecer de encarar o espelho de dentro. Não é fácil ver a alma desnuda em páginas assinadas por outro nome que não o meu".
- De 4/06/08, às o9h01min, no rodapé de O Ovo Apunhalado, página 42, acima de "Ascenção e queda de Robhéa, manequim e robô".

"Dessa loucura sã eu tiro o néctar da sobrevivência de toda a minha insanidade interior. Não posso perdê-la. Há tanto mais em tudo isso do que eu consigo explicar em palavras,"
- Sem data, no rodapé de O Ovo Apunhalado, página 59, abaixo de "Uma Veste Provavelmente Azul".

"Me deixa mergulhar em um desses contos, quem sabe no meu favorito ou no mais apavorante deles, pra que as frases me consomam, o cheiro de ausência das folhas fique impregnado no meu corpo, pra que o tempo passe a ser contado em páginas e os sentimentos se evaporem na velocidade de um virar de folhas, pra que eu seja muitas sem culpa nem vergonha, pra que a futilidade me liberte de suas garras, pra que a realidade chore dores que não as minhas, amém."
- Sem data, no rodapé de O Ovo Apunhalado, páginas 60/61, abaixo de "Eles", pra mim o melhor conto de Caio Fernando Abreu.

"É como uma febre"
- Sem data nem sentido, no rodapé de O Ovo Apunhalado, página 64, em meio à perplexidade de "Eles".




Pra terminar, um conselho: pra quem quer sonhar, uma boa fantasia. Mas se o desejo é realidade com gosto de imaginação e verdade, dessas que encantam e assustam, ao mesmo tempo, é Caio Fernando Abreu sempre. Recomendo... Por sua conta e risco.
Efeitos colaterais: indisponível


,não tem importância que você não compreenda isso, porque estou acostumado com a incompreensão alheia, com a minha própria incompreensão, mais do que tudo.
- Caio.

2 comentários:

Carolina Pires disse...

aaai Isaa, sério, muitíssimo obrigada por tudo o que falastes no meu blog. Meu deus, sem palavras para descrever-te, sem reações, enfim. Só penso e nada consigo dizer. Só queria mesmo te agradecer por tamanho carinho.

Agora quanto alinhar o blog... sabes que eu também não sei? só fui "futucando" tudo quanto é coisa, e meu blog ficou do jeito que está agora.

Mais uma vez, muitíssimo obrigada. Te amo muito, meu maior exemplo.
Beijos Carol

cássia guerra disse...

Isa, Caio Fernando é pleno né?! Tudo que ele escreve, por mais sujo que seja, se transforma em algo sublime, belo. É a beleza de se conseguir traduzir os sentimentos e os pensamentos em palavras. Adorei os trechos que você selecionou, otimas escolhas..

Beijos, Cássia.