quarta-feira, 11 de junho de 2008

Mais um clichê (ou Até Breve)

Só queria ser enrolada em um cobertor quente e acolhedor, embalada por braços gigantes e afetuosos que me fizessem dormir em alguns minutos, com um cheiro doce pelo ar, uma música suave tocando ao longe e uma mente vazia de problemas e dores.
Existe algum lugar do mundo que não permita a entrada daquilo que machuca e sufoca, me deixando à sós comigo mesma pela primeira vez?

Creio que não. Mas que seria a única chance de eu me conhecer e aceitar por inteiro, ah, isso seria.


Viajar vai me faz bem, apesar do motivo. Ver as pessoas de quem eu gosto, estejam no estado em que estiverem. Saudade morta. De sexta à domingo.
Até breve,

Um comentário:

Carlos Martins disse...

Chove lá fora, uma angustia intensa palpita dentro do seu peito, a liberdade é sair pela porta e se molhar, mas essa não parece a escolha mais sensata. Você olha para um lado, olha para o outro, e tudo que vê traz sentimentos que machucam, lembranças de algo reprimido de um passado tão recente. Mesmo assim, em sua mente há a grande esperança de algo chegar, e por um momento, talvez pela primeira vez, você sente isso bem perto. A chuva lá fora tem cara de tempestade, e o que ousar enfrenta-la é digno de coragem extrema. Um barulho vem da porta, você ressente em abri-la, mas seu desejo desta vez é maior, e logo você vai ver o que é. Abre a porta, e o encontra, ele está molhado, bastante molhado, mesmo assim abraça você, mesmo assim faz você sentir o calor tão esperado. Ele olha nos seus olhos, e transpassando força e suavidade em um complexo formidável, diz que tudo agora será diferente, e que sim, existe um lugar onde nada machucará ou sufocará você, e este lugar “são seus braços”.

Há um tempo atrás, devido a algumas coisas que ocorreram em minha vida, achei que dificilmente veria alguém como você. É bom saber que ainda existem mentes dignas de receber algo verdadeiro.

Força Sempre!